História do Cinema Rio Branco

A história do Rio Branco confunde-se com a história do município e até com a do Brasil. Na época de sua inauguração, mais precisamente em 5 de maio de 1917, a cidade de Arcoverde ainda não existia. O que havia era o vilarejo de Rio Branco, pertencente ao município de Pesqueira. Além das casas dos moradores, a cidade possuía apenas dos prédios: o da estação ferroviária e a casa comercial Salve Napoleão. A loja pertencia a Valdemar Napoleão Arcoverde, um dos comerciantes mais importantes do sertão nas décadas de 20, 30. Foi dele a idéia de construir o Cine Rio Branco.

O prédio foi erguido, mas só entrou em funcionamento dois anos depois. “O Cine Rio Branco foi palco dos primeiros debates sobre a emancipação do município”.

REFORMA - A reforma do Cine Rio Branco foi possível graças a um projeto enviado pelo Centro de Apoio Comunitário de Arcoverde (CEACA) à Fundarpe. O projeto, que inclui além da reforma, a compra do prédio, está sendo patrocinado pela Celpe, através da Lei de Incentivo à Cultura. O orçamento total é de 200 mil reais, sendo que 160 mil para a compra da casa e o restante para a reforma.

O trabalho inclui a recuperação da fachada (que originalmente era em estilo colonial), pintura, recuperação das poltronas (280, no total), colocação de forro e pintura da sala de projeção, reforma nos banheiros e troca do piso. Serão construídos ainda uma lanchonete, uma praça de alimentação e um pequeno palco. E na falta de verba para colocação de ar-condicionado, serão instalados 15 ventiladores de parede.

“Esta é a segunda reforma no prédio. A outra foi na década de 70, quando foram retiradas as janelas e duas das quatro portas de saída. Só vai ficar faltando mesmo uma tela nova e o ar-condicionado. Mas o som será dolby, igual aos do Multiplex”, festeja o administrador. O novo equipamento vai solucionar um incômodo problema. “Se chegasse um carro na hora da sessão, ninguém ouvia mais nada. Tínhamos que pedir ao motorista para desligar o veículo”, recorda.

 “O Rio Branco guarda parte da memória do município de Arcoverde. Falavam-se das antigas sessões, quando as pessoas vestiam traje a rigor para ir ao cinema. Naquele tempo, os filmes eram trazidos de trem, que hoje nem passa mais por aqui”.

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